A notícia do dia era tudo que o ex-governador Wilson Martins não queria ouvir. A liminar que segurava sua esposa Lilian Martins no Tribunal de Contas do Estado caiu.

O Supremo Tribunal Federal (STF)  através  de uma  decisão do ministro Luiz Fux  considerou nula a decisão do Tribunal de Justiça do Piauí, que mantinha   a nomeação da ex-deputada estadual Lilian Martins ao cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O STF acolheu  a reclamação do Ministério Público do Piauí (MPE-PI)  e confirmou a decisão da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda pública:  a suspensão do processo e do ato de posse de Lilian Martins como Conselheira do TCE.

Não vou entrar no mérito jurídico. Mas na questão política, o fato é péssimo para o ex-governador e candidato ao Senado Wilson Martins. Por ser um desgaste a mais na sua campanha.

Sempre  acreditei nesta possibilidade, do afastamento de Lilian Martins do TCE pela questão legal. E sempre disse que isso poderia ocorrer durante a campanha, achava que iria acontecer em agosto, errei o mês.

Este fato era tudo que Martins não precisava neste momento. Agora  o ex-governador terá, que perder tempo e energia para resolver a questão. E com um agravante ele não tem  mais a força política do Governo do Estado e  nem o apoio do Governo Federal para solucionar a questão.

Para quem não lembra, a decisão de nomear a sua esposa como conselheira do TCE foi muito polêmica e gerou várias críticas. Ao seu modo o então governador Wilson Martins determinou e viabilizou o processo político com o aval da Assembleia Legislativa.

Eticamente achei errado a indicação de Lilian Martins, pela sua situação de primeira dama do Estado na época. Mas sempre disse que o problema era não com Lilian Martins, mas sim a forma que a nomeação foi realizada, atropelando todas as normas legais.

A decisão está ai e agora Wilson Martins terá que correr atrás do prejuízo e sem que isso prejudique sua campanha.

Para não esquecer: o promotor Fernando Santos, autor da ação, disse  que o próximo passo é cobrar o cumprimento imediato da decisão. “Vamos acionar a 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública para fazer valer a decisão que outrora foi tomada e agora reforçada pelo STF”, diz Fernando Santos.  Ele completou que da decisão, cabe recurso, mas este somente poderá adiar o cumprimento dela, que não pode ser mais modificada.

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