O Estado do Piauí quer mais R$ 1,265 bilhão em dois  empréstimos, um para pagar precatórios( dividas na justiça) e outro para obras.  E para isto está buscando realizar novas operações de crédito, desta vez o  assunto foi discutido na manhã desta terça-feira (30) com representantes do Bradesco e o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, que recebeu os executivos para uma reunião

Segundo o gestor, o governo tem interesse de contratar uma operação no valor de R$ 315 milhões para investir em obras e outra de R$ 950 milhões para pagamento de precatórios. O governo nega que estes recursos sejam para pagar os salários de servidores.

Mas  para que isso seja concretizado o governo terá que encaminhar uma mensagem para a Assembleia Legislativa.   Resta saber como é que o Governo vai convencer os deputados  que este novo endividamento é necessário pra que o Governo mantenha seus investimentos  em obras. Os recursos estão sendo pleiteados em um momento que a gestão estadual é questionada  por não concluir diversas obras, como a duplicação das Brs 316 e 343 em Teresina.

Segundo informação da Secretária de Fazenda , as operações de crédito são necessárias no momento atual.  Como explica o secretário: “Diante das dificuldades enfrentadas pelos Estados, principalmente os mais dependentes de recursos de transferências da União, como é o caso do Piauí, as operações de crédito ainda são a melhor opção para continuar investindo”, afirma Rafael Fonteles.

Os R$ 315 milhões serão destinados ao financiamento de obras de infraestrutura, implantação e recuperação de rodovias, mobilidade urbana, saneamento básico, dentre outras obras.

No ano passado, segundo o estudo “Situação Fiscal dos Estados Brasileiros”, divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o Piauí ocupou o 3º lugar no país entre os Estados que mais realizaram investimentos, com a aplicação de 10,7% da Receita Corrente Líquida (RCL).

Precatórios

A operação de crédito de R$ 950 milhões será usada para o pagamento de precatórios, que hoje geram uma dívida ao Piauí no valor de R$ 463 milhões, mas que pode subir para R$ 1 bilhão com novos precatórios. De acordo com a emenda constitucional 94, de 15 de dezembro de 2016, os precatórios deverão ser pagos até 2020. Para cumprir a meta, a lei permite a contratação de empréstimo.

Participaram da reunião  com secretário de Fazenda, o gerente de negócios do poder público do Bradesco para a região Nordeste, Richard José Schwengber; o gerente de consignação do banco, Thiago Di Paula Carvalho, e o gerente de negócios do Piauí, Kayo Costa.

Com Foto e informações da Ascom/Sefaz

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