No Piauí o atraso de salário é cíclico como a seca, acontece a cada 10 anos. Parece brincadeira mas não é. Para isso basta dar uma rápida olhada para o passado e recordar. No final dos anos de 1987 para 1988, os servidores públicos estaduais passaram por maus bocados, quando na segunda gestão do então governador Alberto Silva (já falecido) os recursos não foram suficientes para pagar os salários. Na década seguinte, no período que compreende 1997 e 1998 no governo de Francisco de Assis de Moraes, o Mão Santa (atual prefeito de Parnaíba) o ciclo repetiu e atrasou os salários dos servidores.

Agora o ciclo pode acontecer novamente, mesmo tendo passado 20 anos do último atraso de salário, ano de 2017 na gestão de Wellington Dias, político que cresceu criticando e fazendo oposição ao modelo de gestão que atrasava salários, pode entrar nesta galeria tão seleta. As semelhanças de gestão não terminam por aí, assim como Alberto Silva e Mão Santa, Wellington Dias é muito popular e faz uma gestão populista e priorizando a politica. Aí em um momento de crise econômica e politica generalizada, ele repete a receita dos outros dois governadores e faz uma gestão voltada para atender os interesses de suas bases políticas;

Assim como Alberto Silva, Dias investe dinheiro público em obras que se arrastam anos e não são concluidas. E assim como Mão Santa, Dias se desfaz do patrimônio público para fazer caixa. Ou seja em uma época diferente o o governador Wellington Dias segue um caminho semelhante aos seus antecessores que desorganizaram a máquina pública.

É bem verdade a luta do Governo é grande para não atrasar salário, como afirmou o secretário de administração e previdência, Franzé Silva, em várias entrevistas. Ele vem reafirmando os esforços do Governo para manter o pagamento dos salários dos servidores em dia, mas disse que, para que isso continue a acontecer, o Brasil precisa sair da crise econômica e política que atravessa.
A meta do Governo é não atrasar os salários que esté é uma mancha que Wellington Dias não quer em seu curriculo. Segundo Franzé Silva, a meta é não atrasar salários. E dando a resposta mais fácil o secretário culpou a atual situação da economia brasileira, que segundo ele deve sair da crise “porque senão, certamente, nós não teremos como evitar isso”, alertou Franzé Silva a TV Cidade Verde sobre a a possibilidade de atraso. Analisando que o momento atual de grave dificuldade política leva ao problema econômico.

Atualmente o Piauí é um dos poucos estados não atrasam salários ou alongaram o calendário de pagamento. Mas o risco existe e é real e acontece a cada 10 anos e o próximo ciclo esta perto de acontecer.

Nota do Blog: Em 2007, o Governador Wellington Dias  estava no início do segundo mandato e quebrou o ciclo de atrasos de salário, mas agora este ciclo pode ser iniciado mais um vez.

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