Um golpe no PMDB que está no Governo de Wellington Dias. A articulação política do presidente nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria), ex-ministro João Henrique de Almeida Sousa, pode por um fim nas intenções  do presidente da Assembleia Themístocles Filho em ser o vice de Wellington Dias, na eleição de 2018.

João Henrique levou o dilema do PMDB do Piauí para a executiva nacional do partido e neste momento consegue uma importante vitória, para suas pretensões de candidatura  e principalmente forçar a ruptura do PMDB com o PT aqui no Piauí. E obteve do presidente da sigla o senador Romero Jucá a resposta que queria: a defesa do fim e a proibição das coligações entre PMDB e PT.

O anuncio foi feito pelo  presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse na reunião com 17 do 21 prefeitos peemedebistas do Piauí, na manhã desta terça-feira (8). Ele afirmou que vai propor à direção nacional a proibição de alianças do partido com o PT e o PCdoB para as eleições do ano que vem. Segundo ele, o PT e o PCdoB são adversários políticos do PMDB em nível nacional e não faz sentido subirem nos mesmo palanque nos estados.

“O PT e o PCdoB esculhambam com o PMDB e o Governo Temer em todo o país. Não tem por que a gente ficar coligado com esses partidos nos estados”, afirmou aos prefeitos na reunião, na sede nacional do PMDB. Romero Jucá defendeu a união do partido em torno de uma eventual candidatura de João Henrique ao Governo. “No Piauí nós temos a pré-candidatura do João Henrique, que é competitiva, que une o partido e vamos trabalhar no sentido de buscar caminhos para que nós tenhamos condição de lançar e ganhar a eleição”, disse.

Se a decisão-intervenção nacional sair, como trabalha João Henrique, ele ganha a queda de braço com Themístocles Filho, Marcelo Castro, João Mádison  e todo o PMDB da Assembleia que está pendurado do Governo de Wellington Dias. O detalhe é que ele não vai precisar passar pelo desgaste de uma convenção estadual, para decidir se o PMDB fica no Piauí com o PT, já que a questão agora é nacional.

Por outro lado e isso é tudo que Wellington Dias queria para aliviar a pressão na composição da chapa majoritária. Se o PMDB adotar a norma e proibir a coligação com o PT, Dias ganharia de lambuja o cargo de vice-governador (o que agrada o PP de Ciro Nogueira). Uma ruptura sem crise para Dias, já que a proibição é do PMDB.

Mas esta decisão pode ter um custo político alto para o partido e um efeito ruim para uma eventual candidatura de João Henrique.  O partido vai ficar mais dividido do que já está e existe a possibilidade da repetição do que aconteceu na eleição de 2002, quando Jônathas Nunes foi o candidato do PMDB ao Governo e o partido trabalhou e votou em peso para Wellington Dias (PT).

 

 

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