Nestas últimas horas foram dados dois sinais claros de como a nossa política se movimenta para o ano de 2018.  E que apesar do climas de aparente calmaria, neste momento pré-eleitoral, os ânimos estão tensos. O primeiro sinal foi a informação que circulou nestes dias que haveria a possibilidade de Wellington Dias  ser candidato ao Senado  desistindo da reeleição.

Segundo o jornal Diário do Povo, que veiculou a informação, a mudança seria um pedido do ex-presidente Lula, como a estratégia de fazer uma  bancada forte no Senado a partir de 2018.  E este cenário mudaria toda a lógica já pensada e traçada por Wellington Dias. Mas  esta informação  foi logo desmentida pelo líder do governo  deputado João de Deus. Segundo ele, em entrevista a rádio Teresina FM, a história não tem fundamento. Ele disse que nunca passou pelo partido esta discussão.

Agora a melhor saída foi a do deputado federal Assis Carvalho, presidente estadual do PT, primeiro ele negou a possibilidade de Wellington Dias ser candidato ao senado. E na sequência afirmou que acha  natural as candidaturas que buscam a reeleição, com Wellington Dias, Margarete Coelho, Ciro Nogueira e Regina Sousa.
Segundo o pensamento de Assis Carvalho, aqueles que querem a reeleição teriam preferência montagem da chapa de 2018. Mesmo afirmando que esta é uma opinião sua ele externa um sentimento claro dentro do PT que, dentro do partido tem muita gente que  não quer o  PMDB  no palanque do Governo do ano que vem.

De certa forma a fala de Assis cabe muito bem neste discurso. Ao mesmo tempo reconhece a importância do PMDB para gestão de Wellington Dias, Assis não quer o PMDB na chapa majoritária, mas deixa tudo para um decisão do Governador para o anos que vem.

A charge acima diz isso. Mesmo apertando as mãos no Piauí o PT e PMDB travam uma luta nos bastidores, para saber quem vai compor a chapa com Wellington Dias em 2018. Em jogo a vaga de vice uma possibilidade real de governar o Piauí em 2022

Na verdade o que seria perfeito para o petistas: uma proibição do PMDB nacional em coligasse com o PT,  com o PMDB perderia a possibilidade de ter como vice Themístocles Filho. Mesmo que o PMDB tenha uma candidatura própria, como o ocorreu em 2002, o PMDB que está no Governo abandonaria o candidato do partido e votaria em Wellington Dias.

Neste cenário de afastamento do palanque quem lucraria  é o PP. Em um primeiro momento manteria a vice Margarete Coelho na coligação junto com Dias e o partido teria a possibilidade real de governar o Piaui em abril de 2022.. Mas tudo ainda é especulação. O que há de concreto é que o PT ainda espera o PMDB, mesmo que parto do PT não queria mais o PMDB por perto.

(A charge é do Nani publicado pelo oglobo.com no blog do Noblat)

 

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