A saída foi o equilíbrio. Mesmo que isso signifique um serviço mais caro. No caso do aumento da passagem de ônibus o prefeito Firmino Filho optou pelo meio termo e desagradou a todos. Desagradou ao usuário que não queria o aumento da passagem e desagradou o empresariado do transporte da capital que queria o aumento total liberado pelo Conselho de Transporte que foi de R$ 3,71.

Para o usuário do sistema de transporte público – a parte mais fraca desta relação é lógico que o aumento da passagem é péssimo. Afinal de contas, se a pessoa pega quatro ônibus por dia, para ir ao trabalho, de segunda a sábado,  vai gastar por mês R$ 345,60  um aumento mensal de R$ 28,80, para quem paga a passagem inteira que agora é R$ 3,60 ( o aumento foi de R$ 0,30). Para o estudante o aumento foi mais leve R$ 0,10, e a meia passagem ainda continua com um preço diferenciando e  mais baixo R$ 1,15.

Mesmo sendo menor o aumento ainda pesa  muito no orçamento familiar do teresinense. Mas a pior situação é de quem não qualquer tipo de auxilio para pagar usa passagem, como os trabalhadores autônomos pagam direto pela passagem. Diferente de quem tem emprego e recebe auxilo-transporte. No bolso do pequeno que não tem o benefício do auxílio transporte,  estes R$ 3,60 vão pesar muito, com um custo diário de R$ 14,40.

Em uma conta superficial uma família de quatro pessoas (dois adultos e dois estudantes) gastará por mês R$ 783,20. Levando em conta que os adultos paguem quatro passagens cada um de segunda a sábado e as crianças paguem duas meias passagens de segunda a sexta.

O prefeito  de Teresina  Firmino Filho afirmou que o  valor do reajuste é necessário para que o sistema seja mantido. No ano passado tivemos um conjunto de reajustes nos insumos que compõem a tarifa, como o combustível, o reajuste dos salários dos trabalhadores, o próprio reajuste da categoria. Somando-se a isso, tivemos um aumento de 8,5% no número de passageiros estudantes, que já pagam uma passagem mais barata. Sozinho, o sistema não está se mantendo.

Segundo Firmino Filho, a Prefeitura já custeia parte dessas despesas. “Então, é inevitável não ter um reajuste. Tivemos o cuidado e a preocupação de conceder um valor inferior ao aprovado pelo Conselho, para que tivéssemos um impacto menor para o trabalhador. É importante ressaltar que estamos realizando um conjunto de obras que irão resultar em melhorias para o transporte público, como os terminais de interação, os corredores exclusivos, além de implantar, gradativamente, novos ônibus com ar condicionado”.

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