A charge de Moisés dos Martírios mostra a ideia que  o governador Wellington Dias estaria com a faca no pescoço, pressionado pelos partidos que estão na base governista, para  que dê uma decisão sobre a composição do seu palanque na eleição de 2018, aqui no Piauí. Mas o que acontece é o contrário, parece que o MDB e Themístocles Filho perdem fôlego neste momento.

A impressão ficou mais forte depois de toda a confusão da semana passada por causa das movimentações do MDB e os boatos de rompimento.  Completando a história, o deputado federal  Marcelo Castro concedeu uma entrevista na segunda feira a TV Cidade Verde, onde disse que o MDB, partido que preside,  bateu o martelo sobre as eleições: é chapa majoritária com a indicação do vice, que no caso é o presidente da Assembleia Legislativa Themístocles Filho e a coligação ampla para os cargos proporcionais o chapão.

Isso não é mais novidade, como disse o próprio Castro, este fato já está certo há mais de um ano. O detalhe é a forma que esta composição está sendo feita.  Segundo Marcelo Castro na segunda pela manhã foi realizada uma reunião com  o MDB. PR PTB, PSD e PP para conversar sobre o posicionamento dos partidos em relação a coligação.

E ficou a acertado (segundo o presidente do MDB) o seguinte:  todos defendem o chapão uma coligação ampla para a eleição de deputado federal e estadual; posição que contraria a vontade do PT (partido de Wellington Dias), que quer sair só, com chapa pura, na eleição proporcional. Para o MDB e seus deputados a ideia principal é defender a coligação ampla. E Marcelo Castro em suas declarações, não escondeu que hoje o MDB está mais preocupado com a coligação proporcional do que o a indicação do vice.

Essa é uma característica do MDB, um que é partido literalmente partido, não por causa de brigas internas, mas por causa de interesses dos membros da sigla. Na sigla, primeiro  vem o interesse pessoal que forma um grupo, que defende uma ideia. Em seguida, este grupo com um ideia transforma isso eme uma bandeira do partido. Há muito tempo, o MDB age desta forma no cenário  local e nacional, deixou de apostar em lideres que possam governar e girando em torno de quem está no poder.

Só que neste momento, o nome de Themístocles Filho perde força na discussão da chapa majoritária, ao passo que a questão das composições dos deputados estaduais e federais ganha força neste momento. O grupo maior do MDB quer definir, primeiro, a coligações para os cargos proporcionais, como defendeu Marcelo Castro.

Para completar a confusão, na tarde de hoje um boato (atribuído ao MDB, segundo apurou o Blog) que foi comprado divulgado por alguns jornalistas tentou botar mais lenha a fogueira. A informação  apareceu dando conta que no dia  20 de junho o governador Wellington Dias iria anunciar Themístocles Filho como candidato a vice.

O Blog do Bira conversou com o senador Ciro Nogueira presidente nacional do PP. Ele  disse desconhecer qualquer data para este anúncio. “Não existe isso tive ontem com o governador  e ele não disse nada de data e nem nome.” O senador disse que isso não passou de factóide e que os partidos estão mais interessados em definir a coligação proporcional. “Ninguém está tratando a chapa majoritária, ela só vai ser tratada quando for definida a proporcional” frisou. Sobre a vaga de vice, Ciro ainda completou que vai continuar lutando pelo nomes de Margarete Coelho, mas a decisão cabe ao governador e ao partidos. Ciro que frisou que se MDB indicar o vice ele prefere o nome de Themístocles, mas tudo isso só depois da definição da proporcional.

Ou seja neste momento o nome de Themístocles Filho perde força, já que os pré-candidatos a deputado (inclusive os do MDB) querem viabilizar e resolver a coligação proporcional, o que significa a sobrevivência politica. Isso mostra que a situação do presidente da Assembleia Legislativa, que era dada como certa para ser o vice de Wellington Dias, começa a sair da zona de conforto.

E  passa a gerar algumas perguntas: como será que os pré candidatos do MDB a Assembleia e a Câmara do Deputados vão discutir com os outros partidos o chapão? Se a questão se acirrar e tiver que ser feita uma escolha:  Será que os deputados vão abrir mão dá coligação geral (que matematicamente ampliaria manutenção da bancada do MDB) para colocar Themístocles Filho como vice?

Enquanto tudo isso passa Wellington Dias apenas diz que o melhor para a base é o chapão. E não fala em vice. Por isso o MDB deve pensar como vai agir, pois com certeza os deputados estaduais não querem sair prejudicados.

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2 comentários em “Será que Wellington está acuado ou é o MDB que está perdendo fôlego?

  1. Sobrevivência sobreviver sobrevivência esta é a oração de cada um que nada faz pelo Estado do Piauí. Já não querem a boquinha da vice, apenas sobrevivência sobreviver sobrevivência. Amém. Alguns precisam antes de falar com o cacique Wellington Dias, falar com o povo. O povo que vota o poder emana do povo.

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  2. A briga pela sobrevivência. Todos consideram WD imbatível. Todos os partidos bateram à porta do WD. Até Firmino Filho. Lançou a própria esposa numa legenda para apoiar o PT. Apoiar? Não. Para ser eleita. Esqueceu o candidato do partido. Não tem chances? Melhor garantir. Os calados irão mudar o quadro político Estado. Só falta aqueles do voto nulo acreditar numa mudança. Acredite piauisense, nós temos o voto. Vote naquele que nunca foi eleito e que não seja parente.

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