Esta é nossa política no Piauí.

“O VELHO NÃO MORRE NEM DEIXA O NOVO NASCER”

O atraso político não é fácil explicar. No Piauí, tal máxima é potencializada. Das inúmeras especulações sobre candidaturas ao governo estadual em 2018, a versão divulgada ultimamente é uma que pode ser apontada como o maior retrocesso visto nos últimos tempos no cenário estadual: a exclusão da vice-governadora Margarete Coelho.

A vice-governadora é de longe, atualmente, a liderança que desfruta duma credibilidade junto ao eleitorado piauiense. Exerce seu mandato com maestria e possui ampla visão dos problemas vivenciados pelo Piauí. Poderia contribuir enormemente com seu perfil técnico para montagem dum projeto capaz de contemplar demandas e ofertar alternativas aos problemas como desenvolvimento, segurança, saúde e infraestrutura.

Sendo preterida da composição majoritária, o que lhes restará? E todo o trabalho desempenhado, não serviu como parâmetro para credenciar novamente seu nome a uma vaga na disputa governamental? No fundo, a política piauiense possui essa mentalidade atrasada e carcomida. Quem perderá numa situação dessa? Exclusivamente o Piauí! Por isso, “o velho nem morre nem deixa o novo nascer”.

O texto é professor Cléber de Deus  PHD em Ciência Política pelo IUPERJ e PÓS-DOUTOR EM CIÊNCIA POLÍTICA PELO IBERO AMERIKANISCHES INSTITUT EM BERLIM – ALEMANHA (publicado originalmente no Facebook de Cléber de Deus)

A partir a agora  comento:

Concordo com Cleber de Deus,  quando afirmo que Margarete Coelho é um nome bem  mais  leve e fácil de vender em uma campanha política  do que o do deputado estadual Themístocles Filho MDB (nome mais citado para ser vice de Wellington Dias). Aprova é a sua desenvoltura no exercício da função de vice governadora. Mesmo não sendo um produto novo na política do Piauí Margarete Coelho se apresenta como tal, pela sua postura e de certa forma por causa das as práticas que adota na sua vida pública. Mas ela faz parte de uma máquina política velha e ultrapassada, que não costuma atender o que o povo quer e sim seus interesses.

Já Themístocles Filho tem mais dificuldade de passar esta leveza de ser um candidato de ideias novas. Apesar de fazer uma gestão eficiente na Assembleia Legislativa (varias de suas ações a frente do Legislativo mostram isso) mas seu histórico político mostra a carga pesada que sua presença no palanque do  Wellington Dias. Pois a imagem do Themístocles  representa a manutenção de um jeito antigo de fazer política  e se perpetuar no poder, basta lembrar que ele é o deputado estadual como mais tempo na presidência de uma Assembleia Legislativa.

No meio deste fogo cruzado está Wellington Dias que ainda não definiu o como vai ficar o seu palanque,  mas ele consegue fazer uma coisa: um desgaste seus aliados nesta disputa, para depois dar sua palavra final.

Mesmo o partido de Margarete, o Progressistas, defenda que se faça pesquisas de opinião pública para saber que deve ser vice de Wellington Dias e o MDB de Themístocles defenda a o seu nome pelo acordo de divisão de vagas na coligação. O que vai prevalecer é a palavra do governador dentro dos critérios de conveniência política, para a manutenção do atual grupo no Poder.  Mesmo que para isso  aconteça o que escreveu o  professor Cleber de Deus “O velho não morre nem deixa o novo nascer”.

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Um comentário em “O VELHO NÃO MORRE NEM DEIXA O NOVO NASCER – esta é lógica da política no Piauí – Caso Margarete/Themístocles

  1. A vice governadora representa mesmo, o velho caderno da política velha. Senão vejamos, o que ela falou sobre os desvios dos empréstimos da CEF? Melhor falando, o que ela falou sobre o capitão da PM que assassinou, esquartejou, escondeu o corpo de uma ex namorada e confessou esse crime bárbaro? Inúmeras vezes substituiu o governador. Por quê ela não excluiu esse assassino da PM? E Themistocles, que se acha no direito de ser vice governador, o que ele fez? TV e rádio para uma Assembleia que não trabalha? Ou porque trabalhou para Lilian Martins fosse conselheira do TCE, mesmo sendo esposa do governador? Ou porque ele jamais julgou as contas de ex governadores. Ou porque ele é o maior empregador do estado, após o próprio governo? Wellington Dias ainda se acha super, para escolher m dos dois, ou enviar a vice para o TCE. OU A REGINA.

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