Não é segredo que o Estado do Piauí passa por uma crise grave provocada problemas econômicos, que foram agravados por uma administração voltada somente para política.  É verdade que a duras penas o Estado mantém a folha dos servidores em dia. O que assusta é que a decisões do governo,  que tentam manter o equilíbrio financeiro acabam mostrando um cenário de descontrole financeiro e administrativo.

O caso do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (Sindhospi) como o Governo do Estado mostram este descontrole. Nesta terça-feira os atendimentos foram suspensos. O blog recebeu vários relatos no dia de hoje,  de casos de segurados o IASPI que não conseguiram se consultar em clínicas de Teresina por causa da suspensão do atendimento,  pela  falta de pagamento.

Na última segunda-feira (16)  foi realizada  uma audiência no Ministério Público Estadual, mediada pelo promotor Fernando Santos, sobre o cronograma de pagamentos da rede credenciada de hospitais, clínicas e laboratórios do Estado.  Para o Blog do Bira o que mais chamou a atenção foi uma declaração da  diretora do IASPI, Daniela Aita. Ela explicou na audiência que o Instituto é autossustentável e que a arrecadação é suficiente para cobrir as despesas. “O que aconteceu foi um retardo nos repasses, por conta do momento delicado que o Estado está passando. Os meses de fevereiro e março foram quitados e o pagamento do mês de abril ainda será realizado nesta semana”,  falou a diretora durante a reunião (em material divulgado pela assessoria do Sindhospi).

O pagamento está bagunçado é por causa da gestão financeira do Estado que tudo joga na conta única e lá desaparece sem respeitar a finalidade de cada recurso. Os recursos que são descontados dos salários dos servidores públicos – no caso das contribuições  do Plamta e IASPI –  vão para a gestão financeira da Fazenda. O lógico seria que cada real arrecadado com as contribuições dos servidores para os planos de saúde  fosse transferido para o IASPI que administra o Plamta e o IASPI Saúde.  Como a diretora Daniela Aita  falou o IASPI é autossustentável. Para o bom entendedor a fala da diretora basta: o problema é na Secretaria de Fazenda, na gestão do recurso.

Existem outros pontos e problemas que foram discutidos na reunião como as glosas (não aceitação das  cobranças dos procedimentos médicos por parte do IASPI), o credenciamento de prestadores de serviço por critérios políticos. É importante que os prestadores de serviço da saúde recebam seus debitos que chegam a cerca de R$ 40 milhões. Mas o que importa neste momento, na analise do Blog do Bira  são as 203 mil pessoas que pagaram seus planos de saúde para o governo e hoje não podem usa-lo.

O servidor não pode dar calote no Plamta e muito menos no IASPI, mas o Governo pode dar calote em todos e o mais cruel no servidor, que paga adiantado para usar o plano e acaba pagando o pato pela irresponsabilidade da gestão do Estado. Não é justo.

Só para lembrar o emprego de 2 mil pessoas que trabalham dos estabelecimentos de saúde ainda estão ameaçados

Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com

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