Parecem fatos isolados, mas eles estão mais próximos do que se imagina. Passada mais de uma semana do fim do primeiro turno das eleições. Uma série de fatores foram desencadeados e até agora  o governador Wellington Dias (PT) não se posicionou. É bem verdade que Dias nem comemorou direito sua vitória, já tem  que se preocupar  e muito  com algumas  questões.  Vamos  listar os fatos :  Atrasos dos salários dos terceirizados, as declarações  do senador Ciro Nogueira (Progressistas) – que propôs  a redução na estrutura  do governo com a entrega de um documento com plano para a gestão.

Em seguida,  as declarações  do deputado  estadual Francisco  Limma (PT), líder  do Governo na Assembleia que concordou com a ideia da restruturação  administrativa abriu um certo desconforto dentro  do Governo. Para completar o pacote, ele  também   falou sobre a eleição  da Mesa Diretora  da Assembleia. Onde Limma defendeu  um nome  do PT para enfrentar  Temístocles Filho (MDB), que é aliado do governador Wellington  Dias.

E ontem um áudio do primeiro suplente de deputado estadual da coligação governista Bessah Filho criou mais  uma saia justa para  o governo, na gravação  o suplente disse que iria “botar boneco”  com o governador. O suplente quis fazer uma graça em grupo de WhatsApp e o áudio vazou.  No áudio ele afirma que para que o governador consiga “ajeitar os  petistas que querem o mandato vai ter passar por ele”, dando uma ideia que irá fazer uma série de exigências para Wellington Dias.

Pode não parecer, mas todos estes fatos estão ligados e são reflexo do descontrole da gestão de Wellington Dias, tanto na parte administrativa como na parte política. A gestão pública está cheia de terceirizados contratados com base  em critérios políticos, que estão com salários atrasados. Quando Ciro Nogueira e Francisco Limma pedem uma redução no tamanho da máquina mostram uma preocupação com o futuro. Ciro Nogueira já deve prever uma dificuldade extra para Piauí por conta do cenário nacional.

O deputado Limma abre outra frente grave para o governador que é acirrar o ânimos  no Legislativo como aconteceu em 2015 em relação a eleição da Assembleia. Estão antecipando uma eleição e provavelmente um grande problema político que deveria ser resolvido no início de 2019.

E  a brincadeira de mal gosto do suplente Bessah expôs um situação que seria resolvida naturalmente, acomodação de alguns dos suplentes  na Assembleia Legislativa. Dias deve chamar alguns deputados para a sua quarta administração é o mais lógico. Mas se quiser dar um exemplo de gestão, o governador  pode não convocar nenhum deputado. Afinal de contas ele elegeu a maioria esmagadora na Assembleia.

O problema que o governador não sinaliza nada neste momento. O foco de Wellington Dias e a eleição presidencial e a campanha de Fernando Haddad. Para o Governo, resto que acontece são problemas pontuais. A administração do Estado está inchada em todos os sentidos e não se vê no momento qualquer ideia de mudança, apenas as declarações do governador dão conta que não deve ocorrer grandes mudanças. Ou seja não vai acontecer nada

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Um comentário em “Governador só vai tratar dos problemas do Estado, só depois do segundo turno das eleições.

  1. O problema do governador não é só a campanha do fantoche mas também sua programação de férias. Aonde será que ele vai e qual motivo de “trabalho”, para o Estado pagar a conta.

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