A saída pensada foi um projeto de alteração no regimento interno da Assembleia, apresentado pelo deputado João Mádison, propõe o fim da reeleição do presidente da Assembleia a partir da próxima legislatura. Toda a bancada do MDB  comprou a ideia que  tecnicamente garante mais uma eleição para deputado Themístocles Filho para o comando da Casa.

Mas esta solução não é nova e já foi tomada por Themístocles Filho em um outro momento, quando os deputados  começaram a questionar  as sucessivas  eleições  de Themistocles Filho na presidência da Casa.  Na época foi feito a mesma coisa, um projeto que acabava com a reeleição para a presidência  da Assembleia foi aprovado. Mas um tempo depois, um outro projeto foi apresentado para restabelecer  a reeleição para a presidência  da Alepi. O projeto foi aprovado e Themístocles continuou se candidatando  e se reelegendo. E isso pode acontecer novamente.

Ele é o recordista em todo o Brasil na quantidade  de mandatos como presidente de uma Casa Legislativa. Se o deputado  Themístocles consegue repetir o feito de ocupar a  presidência é porque tem a seu favor o fato de atender e prestigiar seu eleitorado, no caso os outros 29 deputados. E apesar do desgaste que tem por causa do longo  tempo que tem  como presidente da Casa, ele vem conseguindo se manter vivo na disputa.

A situação  exige  uma cautela  muito  grande, por parte  do governador Wellington Dias, que se mantém distante para evitar problemas com a Assembleia, como  que o aconteceu em 2015, quando o PT bancou a candidatura do Deputado Fábio Novo e perdeu. Dias quer evitar o desgaste, mas tem que ter cuidado com os movimentos do seu partido, porque o líder o do seu partido deputado Francisco Limma já demonstrou interesse em em ter um presidente  do PT no comando da Casa assim como o Progressistas  que desejam o mesmo com já falou os senador Ciro Nogueira e o deputado Júlio Arcoverde.

A proposta de fim da reeleição assegura, pelo menos na teoria que o Progressistas e o PT possam ter a perspectiva de assumir o comando da Casa a partir de fevereiro de 2021. O problema é que a regra a reeleição pode ser mantida como já abordamos.

A única coisa certa é que o  presidente da Assembleia Themístocles Filho, faz seu trabalho de forma discreta nos bastidores, longe dos embates e polêmicas.  E ele, no momento é o candidato mais forte para a disputa. O governador vai precisar muito da Assembleia neste cenário atual. E vai chegar o momento que Wellington Dias terá que se manifestar sobre a eleição, mas deve pensar bem o que vai fazer. Afinal de contas a eleição deste ano de 2018, não foi boa para a  relação de Wellington Dias com Themístocles Filho. E a eleição da Mesa Diretora Assembleia pode arruinar de vez este relacionamento político.

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