O momento é estranho. Aqui no Piauí., em menos de oito meses depois da eleição de 2018, segundo as declarações do secretário de Administração, Merlong Solano, pode haver atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais.

E que a ordem do governador é pagar o servidor, mesmo que para isso o Estado deixe de pagar determinadas contas, como fornecedores. A justificativa para tudo é a queda no FPE (Fundo de Participação dos Estados). Segundo o discurso do Governo do Estado esta redução de R$ 79 milhões agravou a situação das contas públicas.

Só para lembrar o leitor, todos os anos neste período o FPE cai. As receitas que compõem o fundo têm uma redução por causa das restituições do imposto de renda que começam a ser pagas. Este fator aliado a crise econômica do Brasil, justificam o aperto financeiro do Estado, pelo menos no discurso do Palácio do Karnak.

Com as declarações do secretário de Administração, a oposição rebateu as informações oficiais. O ex-deputado estadual Luciano Nunes Filho, publicou o seguinte post:

Não dá mesmo para acreditar na palavra do governador!
Depois de anunciar uma reforma administrativa radical o que se viu foi um arranjo para acomodar aliados na estrutura do governo.

Diante da crise financeira que ele mesmo gerou, disse que iria
cortar gastos e que não iria convocar um só deputado para sua equipe.

Nomeou dois federais e sete deputados estaduais!
Agora diz que a arrecadação está em queda e que pode até
atrasar salários. Onde fica a verdade?
O Fundo de Participação em 2019 cresceu em torno de 6%. O
ICMS também vem crescendo porque teve suas alíquotas
aumentadas.
O problema real é que as despesas não param de crescer
mais que as receitas. Por isso o dinheiro não dá.
Ele não dá reajuste aos servidores, não paga os terceirizados nem os fornecedores, as obras continuam paradas e o
desemprego continua aumentando.
O Piauí tem pressa e precisa ser levado a sério!”

Acompanhado destas afirmações fortes, o oposicionista ainda completou que o Governo do Piauí teve um acréscimo de receitas do FPE mais de R$ 162 milhões, recebidos até o dia 10 de junho deste ano.

Segundo a informação do ex-deputado até 10 de junho de 2018 o Piauí recebeu R$ 1,926 bilhão e no período de janeiro a 10 de junho o FPE recebido pelo Estado foi de R$ 2,088 bilhões

O Blog recebeu da Coordenadoria de Comunicação a seguinte informação sobre a queda FPE:

A queda citada é real e tanto faz efeito de um mês pra outro como se for comparado com o mesmo mês do ano anterior também.

Os valores da queda no repasse do FPE foi menor tanto de um mês pro outro quanto em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
A diferença a menos foi de mais de 27 milhões em relação ao ano anterior. Deveria ser pelo menos maior compatível com a inflação.

Segundo o Governo, o raciocínio do ex- deputado Luciano Nunes não representa a realidade pq mesmo aumentando no geral, isso não representa ganho real, já que ao longo do tempo tem a inflação, encargos e o crescimento vegetativo da folha.

Se for comparar proporcionalmente com o salário mínimo, vc vai ver q o salário mínimo sobre todo ano, mas nem por isso representa ganho real ou melhoria no poder de compra da população.

Afinal o Governo está ou não em crise ou é apenas mais um clima de terrorismo criado pela equipe do Palácio do Karnak?

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