Como realmente  está a situação financeira do Estado do Piauí?  Talvez só mesmo o secretário de Fazenda Rafael Fonteles saiba de verdade, a verdade. Mas vamos em frente.   Na semana passada como determina a Lei ,  o secretário de Fazenda esteve na Assembleia Legislativa e fez a explanação  sobre a situação financeira do Governo do Estado relativa ao primeiro quadrimestre de 2019.

Nas  palavras do secretário o Piaui vai conseguindo escapar do caos financeiro, com uma economia feita desde o início do ano. Durante a audiência pública, o secretário da Fazenda comentou que o Governo deve alcançar a meta de R$ 400 milhões relativa à redução de despesas estabelecida pelo governador Wellington Dias. “Já atingimos mais de R$ 300 milhões da economia projetada anualmente, apresentamos inclusive esse balanço, e continuamos perseguindo essa meta, até porque a redução de despesa é feita de grão em grão, não existem medidas simples, até porque toda medida de redução de despesas gera um certo transtorno. Então, continuamos perseguindo essa meta, já atingimos mais de 75% e devemos concluir até o final do ano esta missão dada pelo Governador”, enfatiza. O detalhe é que parte da economia foi feita  com  não pagamento de algumas despesas, o que apenas empurra o problema para frente, pois contas devem ser pagas no futuro.

Nesta terça-feira, o Governo conseguiu mais uma autorização junto à Assembleia Legislativa para obtenção de um novo empréstimo, no valor  de R$ 1,5 bilhão. Desta vez para antecipar o pagamentos de precatórios (dívidas que estão judicializadas), que vão gerar um alívio financeiro de R$ 30 milhões  por mês, valor que é destinado mensalmente para o pagamento dos precatórios mas só lembrando que Estado está apenas trocando uma dívida por outra. O alívio de hoje será convertido em uma nova conta a ser paga amanhã.  

O que preocupa em toda esta situação além da questão financeira é a atitude dos nossos gestores que últimos anos trocaram as expressões Captar investimentos (como atrair investidores para o Estado),  por Contratar operações de crédito (Fazer novos empréstimos). A diferença de atitude é tão grande que  o governo prefere o caminho mais rápido (fazer empréstimos) do que o caminho mais sólido, que é o de desenvolver o estado através de investimentos. 

E esta mudança de atitude já virou palavra de ordem no governo. A gestão de Wellington Dias tem um jeito peculiar de fazer a coisas quando a ação é relativa as finanças: economia deixando de pagar as contas e empréstimos em vez de captação de investimentos.

 

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